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terça-feira, março 29, 2016

Aniversário de Curitiba - e a tão decantada qualidade?






Serviços essenciais – a importância de tudo – feliz aniversário Curitiba
Parabéns Curitiba, 324 anos!
Aqui encontramos trabalho, criamos filhos (de 3, um casal curitibano), nasceram netos e até um bisneto (duas em Cuiabá). Amamos essa cidade e assim lutamos para que melhore sempre.
A visão crítica, entretanto, impõe análises. Casos de rotina ensinam muito.
Mudar de residência, exemplificando, tem suas vantagens. Descobrimos a tendência de não perceber mais o que poderia ser corrigido. Isso é reforçado pela ociosidade e preguiça intelectual que adquirimos após aposentadoria por tempo e limitações graves.
Por mais senis que estejamos, contudo, podemos cheirar (mal se lembrarmos do olfato dos tempos juvenis), tocar, ver alguma coisa, pensar e lembrar da vida mais ativa, rever lembranças em álbuns e filmes.
A vida profissional, contudo, marca demais nosso comportamento e nossos CVs (meu e de minha esposa) são motivo de orgulho pois tivemos oportunidades fantásticas de aprender muito assim como agora, em viagens de turismo pelo exterior e principalmente Santa Catarina, comparar o que temos em Curitiba, assustadoramente precária em muitos serviços e com diretrizes cambiantes. Dizem que no Brasil a capital do Paraná é um paraíso, imaginem o que deve existir por aí...
O crescimento excessivamente rápido dessa metrópole em torno de Curitiba, hoje aniversariando, desmancha ilusões de esperanças antigas. Tivemos épocas em que a capital do Paraná era um ambiente de polêmicas e ações enérgicas de concessionárias e da própria PMC. Em tempos da década de oitenta discutimos muito, mas os efeitos das crises pretéritas, da época e posteriores criaram frustrações tremendas que talvez expliquem o relaxamento incrível em relação à boa Engenharia, Educação, Urbanismo, Saneamento Básico, Energia, Acessibilidade etc.
Muitos dos problemas atuais, contudo, poderiam não existir se todos cumprissem suas obrigações, inclusive profissionais e políticas. Governantes esqueceram de impor prioridades sadias, empresários maximizaram lucros e trabalhadores silenciaram.
Turista é turista e o importante é saber onde tirar bons selfies. O que não veem sentimos.
Idosos, caímos em calçadas, buracos, dentro de ônibus, somos atropelados por ciclistas ainda que toquem suas sinetinhas (vamos perdendo a audição e visão), entramos nas estatísticas mórbidas das pessoas idosas aumentando os custos do INSS, IBGE etc.
E o que sabemos ou podemos descobrir?
Por exemplo, conversando com especialistas soubemos o que provoca o tremendo mau cheiro em alguns lugares da Rua das Flores, do beco onde moro (Romédio Dorigo) e provavelmente em outras ruas e praças.
Observando a construção de prédios vamos sentindo que o importante são as plaquinhas do CREA, PMC e construtoras. Impacto ambiental urbano? Existem análises democráticas e bem feitas para definir critérios e técnicas? Fiscalização enérgica? Qualidade real? Está sonhando, cara!
A ABNT e normas internacionais dizem como projetar, construir, operar e fiscalizar bem qualquer prédio, instalação, concessionárias, cidades enfim. As normas técnicas são importantíssimas e talvez devam ser mais enérgicas.  Lembrar que podemos ter agravamentos severos graças a mudanças climáticas é assustador.
E usos inadequados da legislação existente (Solo Criado em destaque)?
Nossas calçadas são feitas sem critérios enérgicos; a PMC ainda não descobriu que elas devem ser contínuas, sem obstáculos, seguras, antiderrapantes e utilizáveis por todos. Isso parece ser a última prioridade.
Maravilhosamente o Poder Judiciário age com rigor contra corruptos e corruptores. Os Ministérios Públicos estão mudando, será que demorarão a agir de forma eficaz contra as maldades urbanas?
Enquanto não temos resultados eficazes, até porque estamos entupidos de impostos, taxas, custos sem resultado proporcional (deverão aumentar?), precisaremos viver numa cidade mais e mais poluída e degradada?
A sugestão, antes de ir às compras: levem lentes de aumento para estudar com atenção tudo o que for possível do objeto desejado. De apartamentos, automóveis a produtos comestíveis e bebíveis é prudente ter paciência. É necessário? Com certeza, pois num mundo superpovoado podemos vir a ser simples estatísticas de otários, doentes, pessoas indignadas etc.
Teremos eleições, os candidatos não são objetos. O que fazer diante do que estamos descobrindo?
Cascaes
29 de março de 2016