terça-feira, fevereiro 04, 2014

Mais um apagão nacional

O fracasso da área energética
Estamos vendo com perplexidade o desmonte das grandes estatais que sobraram no Brasil. De uma forma direta ou indireta prepara-se a doação do controle dessas empresas a quem pagar mais.
No Paraná o Estado do Paraná tem uma dívida colossal para a Copel, adivinhem o que devem estar sugerindo...
O Governo Federal deu o exemplo, para controlar a inflação provocada pela Copa do Mundo e outros gastos sem retorno aumenta juros e vende em retalhos a Petrobras. A Eletrobras foi demolida sob a desculpa formalista de licitar concessões e combate à inflação atual.
Há alguns anos a Vale do Rio Doce, por exemplo, caiu no colo de alguns cidadãos hábeis e bem relacionados...
A exploração do nióbio em Minas Gerais serviu de modelo?
Tudo acontece sem um plano Brasil de desenvolvimento, o que vale é PAC; PACs estropiados e mal conduzidos criaram um manto de dúvidas sobre os brasileiros. Os políticos contaram minutos e segundos esperando o final dos prazos para garantir legendas e menos concorrentes nas eleições deste ano. Vamos escolher nossos candidatos ao Poder Executivo entre que alternativas?
E o Setor Energético?
Mais um apagão no Brasil. Virou rotina.
O modelo do Setor Elétrico criou uma parafernália que nem os computadores e gênios mundiais saberão dar confiabilidade. Nenhum algoritmo ou sistema de processamento de dados funciona quando as informações não prestam e as unidades operacionais não têm poder para atender o que antigamente (década de setenta) era rotina, o poder e a responsabilidade real sobre estados a quem as concessionárias, verticalizadas, atendiam seus clientes podendo concentrar recursos humanos e materiais onde fosse necessário. Graças à criação das estatais estaduais chegamos a ter planos reais de atendimento em todos os serviços essenciais com padrões crescentes de qualidade, exceto em lugares selvagens de nosso imenso Brasil.
Os choques do petróleo e o excesso de confiança no futuro mataram os generais...
Com FHC, Lula e Dilma agora temos uma quantidade incrível de empresas, nenhuma delas, decidindo, para exemplificar, como o Paraná, o Amapá e o Ceará deverão ser atendidos.  O que decide é algo que falta descobrir ou sabemos contaminar tudo no Brasil. Em tempo, nominalmente existe uma constelação de repartições públicas federais e a EPE e o ONS, órgãos com atribuições e responsabilidades desproporcionais a seus recursos e entendimentos.
Os aprendizes de feiticeiro que fizeram essa balbúrdia falam muito bem em economês e modelos acadêmicos, será que em algum dia entenderam o que é uma usina de energia elétrica, subestação, linha de transmissão e o que significa qualidade e confiabilidade? Isso interessa a eles ou preferiram atender a FIESP, entre outras corporações que parecem estar nas mãos das eletrointensivas?
A industrialização mais sofisticada, as cidades modernas, instalações complexas e a segurança de todos nós dependem de serviços essenciais de boa qualidade. Existem?
Estamos mais uma vez vendo e ouvindo explicações anêmicas de tudo o que nos assusta, afinal, ninguém quer contrariar seus chefes e patrocinadores...
O que se deve lamentar é a omissão de entidades que deveriam estar mais atentas ao que acontece no Brasil, ou tudo isso seria o resultado natural de nossa renúncia à independência real?
O setor elétrico é um exemplo do que acontece com um país cujos líderes abraçam teorias modernosas e esquecem a complexidade e a reponsabilidade inerentes a seus cargos.

Cascaes

4.2.2014

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